7 de abril de 2010

Abstinência, inferno e Kate


Depois que voltei da minha ‘internação’ voltei ao meu trabalho normalmente, para minha surpresa eu estava animado, pensava que seria diferente, que as coisas por lá também estariam melhores. Acertei 50% disso, muita coisa havia mudado. O primeiro dia foi muito longo e exaustivo, parecia que o dia nunca iria acabar. Depois de dois meses já havia me acostumado com a rotina, meu maior problema era dormir cedo acho que os calmantes que eu tomava estavam fazendo falta, eu tinha muitos pesadelos, sempre acordava assustado, a Kate sempre falava para eu procurar a Dra para ela me passar uma receita, eu sempre negava, pois tinha prometido a mim que eu não iria ficar dependente de remédios, e a Mary Jane era minha amiga, e por causa de sua ética, ela não era mais a minha psicóloga, então não podia me medicar. A Kate sempre foi atenciosa comigo, acho que foi isso que fez eu a pedir em namoro, ela entendia os meus medos, minhas vontades, sempre apoiava minhas decisões, mesmo eu estando internado ela me esperou e sempre que podia ia me visitar, concerteza quero ter ela ao meu lado para sempre, mesmo se o namoro não durar a amizade dela já estará de bom tamanho. Com ela eu podia ter conversas sensatas e produtivas, ao contrário que era no trabalho, para mim o inferno estava lá no serviço agora, e não mais no hospício.

Um comentário:

Bruno Camargo disse...

Cara ficou legal, mas você acabou caindo em contradição kkk, se a Mary Jane havia morrido, como a Kate incistia para que você pedisse remédio pra ela, ela tava morta já, não haveria como, não é? hehe
Mas, fora isso, ficou legal sim!!

Abraço té+!